Romeu Zema, do Novo, foi o único dos quatro nomes que ficaram para trás no primeiro turno a escolher um lado, e escolheu contra o PT, em pronunciamento em Belo Horizonte logo depois de oficializado o segundo turno, com a frase registrada pelo UOL de que onde estiver PT no segundo turno ele estará contra o PT, e de que o PT é atraso, já teve todas as chances e entregou um país estagnado e repleto de corrupção, sem citar o nome de Flávio Bolsonaro.

Augusto Cury, do Avante, disse que não vai declarar apoio a nenhum dos dois e que torce para que quem ganhar governe pensando num Brasil de esperança, com as propostas da campanha dele disponíveis para os dois. Renan Santos, do Missão, repetiu que não vota em bandido, chamou Flávio e Lula de bandidos e disse que o eleitor pode fazer o que quiser, porque a eleição já é do Flávio. Ronaldo Caiado não anunciou apoio, e o PSD, pela nota de Gilberto Kassab, liberou diretórios, parlamentares e filiados para cada um decidir.

Na contagem perto do fechamento, Cury teve 3.448.551 votos, 2,89%, Renan 2.675.878, 2,24%, Caiado 2.605.128, 2,18%, e Zema 326.486, 0,27%, de modo que só os três que não entregaram o voto a ninguém somam mais de 8,7 milhões, bem acima dos cerca de 2,3 milhões que separavam Flávio de Lula, e o único recado explícito contra o PT, entre eles, veio de Zema.