VALDEMAR COSTA NETO ADMITE IMPASSE GRAVE ENTRE MICHELLE E FLÁVIO BOLSONARO
Presidente do PL reconhece que desentendimento familiar e político entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro é “muito sério” e pode prejudicar as eleições. Valdemar antecipou retorno de Miami para tentar conciliar as partes.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, classificou como “muito sério” o impasse público entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Em declaração à jornalista Kelly Matos, da RBS, Valdemar admitiu que o conflito interno pode gerar prejuízos eleitorais para a direita, especialmente com Flávio em disputa acirrada.
DECLARAÇÕES DE VALDEMAR E CONTEXTO DO DESENTENDIMENTO
Valdemar, que antecipou sua viagem de retorno de Miami, destacou o valor de Michelle para o partido: “A Michelle tem um preço para nós. O que ela fez pelo PL Mulher no Brasil não tem preço”. Ele ainda ressaltou a importância da unidade: “Se não acertar, vamos sair perdendo em casa. Vamos ter que acertar”.
O atrito veio à tona na quarta-feira (24), quando Michelle divulgou vídeo criticando duramente o enteado Flávio, mencionando “punhalada” e acusando-o de tratá-la como “idiota”. Pouco depois, o senador respondeu em live afirmando que “em dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece”.
IMPACTO NO MOVIMENTO CONSERVADOR
Para a base bolsonarista, o episódio representa mais uma divisão desnecessária num momento em que a direita precisa de coesão máxima contra o governo Lula e o ativismo do STF. Michelle, figura de grande influência entre evangélicos e mulheres conservadoras, e Flávio, nome forte para as eleições, são peças centrais. O próprio Valdemar reconheceu o risco eleitoral concreto.
REAÇÃO DA DIREITA E DOS BOLSONARISTAS
A ala mais fiel a Jair Bolsonaro vê com preocupação qualquer rixa interna que enfraqueça o movimento. Muitos bolsonaristas cobram união imediata e criticam vazamentos ou declarações públicas que alimentam narrativas da esquerda sobre “desunião da direita”. O caso expõe como conflitos pessoais podem ser explorados politicamente em ano eleitoral.

