O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os ataques a Santa Catarina durante evento na sexta-feira (26 de junho de 2026). Em discurso, o petista citou Adolf Hitler e acusou lideranças catarinenses de terem “mania de grandeza”, em mais uma demonstração de intolerância com estados que não se alinham ao seu projeto de poder.

A fala ocorreu em meio a críticas recorrentes do governo federal contra a gestão local, especialmente em relação a pautas como segurança pública, modelo de desenvolvimento econômico e resistência a intervenções ideológicas do Planalto.

“MANIA DE GRANDEZA” E REFERÊNCIA A HITLER

Lula comparou supostas atitudes de soberba de autoridades catarinenses a delírios históricos, citando explicitamente Hitler como exemplo extremo de “mania de grandeza”. A declaração gerou imediata repercussão negativa, sendo interpretada por opositores como mais um episódio de descontrole retórico do presidente, que frequentemente usa comparações históricas inadequadas para atacar adversários políticos.

Santa Catarina, governada por Jorginho Mello (PL), tem se destacado como um dos estados com melhor desempenho econômico, gestão fiscal responsável e forte identidade conservadora — características que incomodam o núcleo ideológico do PT.

REAÇÃO EM SANTA CATARINA E NA DIREITA

Parlamentares e lideranças bolsonaristas e liberais do estado repudiaram o ataque. Deputados catarinenses classificaram a fala como “desrespeitosa” com a população que, segundo dados recentes, apresenta um dos menores índices de criminalidade e um dos maiores níveis de desenvolvimento humano do Brasil.

Para a oposição, o discurso de Lula revela o autoritarismo petista: sempre que um estado foge do controle centralizador de Brasília, é alvo de ofensas e retaliações.

ANÁLISE EDITORIAL

Os ataques de Lula a Santa Catarina não são isolados — fazem parte de um padrão de quem vê qualquer sucesso fora da sua órbita ideológica como ameaça. Comparar críticas políticas com Hitler é mais do que exagero retórico: é uma demonstração de pobreza argumentativa e autoritarismo disfarçado de “defesa da democracia”. Enquanto o governo federal patina com inflação, violência urbana e crises institucionais, estados como Santa Catarina provam que é possível crescer com responsabilidade fiscal, segurança e valores conservadores. O povo catarinense, conhecido por sua resiliência e trabalho, merece respeito — não ofensas presidenciais.