A Justiça Eleitoral trocou neste domingo a urna da seção 33 da Escola Eveline da Fonseca, na localidade de Pinheiro, em Candelária, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, depois que o presidente da seção chamou o cartório por volta das 8h30 porque a tecla 3 não respondia, e Rodrigo Collar, chefe do cartório eleitoral da cidade, disse ao G1 que isso impedia o eleitor de concluir o voto, com a suspeita de cola no botão, de modo que o juiz eleitoral Celso Roberto Mernak Fialho Fagundes foi ao local, entrou uma urna de contingência e a seção, com cerca de 550 eleitores, voltou a funcionar depois de uma parada breve, sem que a Brigada Militar fosse acionada.

Os votos já registrados na urna original não se perderam, e a Justiça Eleitoral informou que vai investigar as circunstâncias para verificar se houve, de fato, cola ou outro tipo de interferência, porque sem a tecla 3 o eleitor não consegue finalizar um número que use esse algarismo, o que alcança o 13 de Lula para presidente e também deputados, senadores e outras chapas cujo número contenha 3, sem alcançar, sozinha, um número feito só de outros dígitos. O G1 não atribuiu a falha a um alvo político, de modo que o que está apurado é o travamento, a troca e a suspeita, enquanto quem fez e com que intenção a investigação ainda não disse, num caso que entra na conta das urnas trocadas hoje e se destaca porque a suspeita não é de defeito, é de cola.