O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para manter suspensa a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques impede, até a análise definitiva do registro, a realização de atos eleitorais, a participação em debates, a veiculação de propaganda no rádio e na televisão e o uso de recursos públicos de campanha.

O relator afirmou que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná contrariou entendimento anterior do próprio TSE ao liberar a candidatura. Em 2023, a Corte havia considerado Dallagnol inelegível por entender que ele pediu exoneração antecipada do Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos disciplinares. A defesa sustenta que a decisão atual foi tomada sem a oitiva prévia do candidato e anunciou que irá recorrer.

Após o voto de Dias Toffoli, Dallagnol questionou a participação do ministro no julgamento e perguntou, em publicação nas redes sociais, até quando decisões que considera abusivas continuarão sendo tomadas contra seus direitos. O plenário virtual ainda precisava concluir a votação, com a candidatura permanecendo sob análise judicial.

Michelle Bolsonaro também reagiu. A ex-primeira-dama pediu o impeachment de Floriano de Azevedo Marques e afirmou que Dallagnol estaria sendo alvo de perseguição. O pedido abre uma frente política contra a decisão, mas o afastamento de ministro do TSE depende de procedimento próprio e não ocorre automaticamente com a apresentação da solicitação.