TRUMP E SÁNCHEZ SE ENCONTRAM NO PALCO DA FINAL DO MUNDIAL APÓS QUASE DOIS ANOS DE TENSÕES
Presidentes dos EUA e da Espanha dividem a tribuna de honra do MetLife Stadium na final entre Espanha e Argentina. Encontro ocorre depois de duras críticas de Trump sobre gasto militar espanhol, Gaza e veto às bases de Rota e Morón. Euronews destaca o gesto simbólico.
Donald Trump e Pedro Sánchez se encontraram neste domingo (19) na tribuna de honra do MetLife Stadium, em Nova Jérsia, durante a final do Mundial de 2026 entre Espanha e Argentina. O cumprimento entre os dois líderes marca o fim de quase dois anos de tensões públicas, conforme reportou a Euronews. Também estavam presentes o rei Felipe VI, a rainha Letizia e as princesas Leonor e Sofia. A Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o título.
TENSÕES CENTRADAS EM DEFESA, GAZA E BASES MILITARES
As fricções giraram principalmente em torno da despesa militar. Washington exige que os aliados da OTAN atinjam 5% do PIB em defesa — meta que Sánchez rejeitou no ano passado como “desrazoável e contraproducente”. Trump chegou a chamar a Espanha de “causa perdida” e ameaçou cortar relações comerciais. A situação piorou com a ofensiva israelense em Gaza, que o governo socialista espanhol classificou como genocídio (qualificação rejeitada pelos EUA), e com o veto espanhol ao uso das bases de Rota e Morón em operações americanas ligadas ao conflito com o Irã.
APROXIMAÇÃO RECENTE E GESTO NO PALCO
Nas últimas semanas houve sinais de distensão. Após a cúpula da OTAN em Ancara, Trump afirmou que a Espanha se “redimiu completamente” ao aumentar compromissos de defesa. Antes do jogo, Sánchez parabenizou Trump pelo 250º aniversário dos EUA em entrevista à RTVE. No estádio, o cumprimento foi breve, mas simbólico. Depois da partida, Trump disse não haver “tensões” e parabenizou a Espanha pela vitória. Ele também entregou a taça ao capitão Rodri.
O QUE PERMANECE EM ABERTO
Apesar do gesto, o ponto central de atrito continua: a Espanha resiste à meta de 5% do PIB. A Casa Branca mantém pressão por maior responsabilidade dos aliados. O encontro no Mundial, com a família real como testemunha, abre espaço para um possível reset diplomático, mas os desacordos estruturais sobre defesa e política externa seguem intactos.

