O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente em prisão domiciliar em Brasília no dia 25 de julho. A solicitação foi apresentada porque Milei virá ao Brasil para a convenção do PL que deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na decisão, Moraes julgou o pedido prejudicado.

NOVAS RESTRIÇÕES SUSPENDEM VISITAS POR 30 DIAS

Segundo a decisão, com exceção de atendimentos médicos, fisioterapêuticos e visitas de advogados, todas as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias. A medida é desdobramento de determinação de sexta-feira (17), quando Moraes endureceu as regras da prisão domiciliar após a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro em apoio à pré-candidatura de Flávio.

PROIBIÇÃO DE VISITAS POLÍTICAS ATÉ O FIM DAS ELEIÇÕES

O ministro também vetou visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro de 2026 e proibiu a divulgação de manifestos ou declarações de cunho político, inclusive por meio de terceiros. Nesse contexto, a visita do presidente argentino foi considerada incompatível com as restrições impostas.

BOLSONARO SEGUE EM DOMICILIAR COM DIREITOS POLÍTICOS SUSPENSOS

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, com direitos políticos suspensos. Moraes manteve a domiciliar no início do mês, mas reforçou as cautelares, incluindo a proibição do uso de redes sociais. A defesa ironizou a decisão nas redes.

IMPACTO POLÍTICO E REAÇÃO DA DIREITA

A negativa impede um encontro simbólico entre dois dos principais líderes da direita na América Latina. Milei havia anunciado publicamente a intenção de “cumprimentar” Bolsonaro durante a passagem por Brasília. A decisão reforça o isolamento imposto ao ex-presidente em ano eleitoral e amplia o debate sobre os limites do poder judicial sobre a oposição.