O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva é “uma pessoa muito volátil” e que “não poderia se importar menos” com ele. A declaração foi dada em entrevista ao site americano Axios e rapidamente repercutiu no Brasil.

Trump respondeu a pergunta sobre ser fã de Lula de forma direta: “Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente, ele é muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso, foi muito volátil”.

FRUSTRAÇÃO COM A FALTA DE CONFIABILIDADE

A avaliação de Trump reforça uma percepção recorrente na direita internacional: Lula não cumpre palavra dada. O presidente americano já tentou acordos com o Brasil, mas encontrou instabilidade e contradições constantes no discurso petista — uma coisa no palanque, outra na prática. Para Trump, isso torna Lula alguém em quem “não dá para confiar”.

A declaração ocorre em contexto de tensões comerciais, com possível aplicação de tarifas elevadas (até 37,5%) sobre produtos brasileiros via Seção 301, caso o Brasil não atenda demandas americanas até meados de julho.

REAÇÃO NO BRASIL E IMPACTO PARA A DIREITA

Para o bolsonarismo e a direita conservadora, a fala de Trump é um endosso externo à visão de que o governo Lula é imprevisível e danoso aos interesses nacionais. Flávio Bolsonaro e aliados celebram o posicionamento claro do americano, contrastando com narrativas de “química” ou alinhamento que o Planalto tenta vender.

O episódio expõe o isolamento crescente de Lula no cenário internacional conservador e reforça a narrativa de que o Brasil precisa de uma liderança confiável, alinhada a valores de liberdade econômica e soberania, como defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.