Trump avalia futuro de Hegseth após derrota nas midterms e DeSantis surge como possível substituto no Departamento de Guerra
O presidente Donald Trump tem perguntado a assessores se o secretário de Guerra Pete Hegseth deve permanecer no cargo após a derrota catastrófica dos republicanos nas eleições de meio de mandato de terça-feira. A informação foi revelada pela CBS News nesta quarta-feira (4), com base em múltiplas fontes.
Uma das fontes afirmou que o governador da Flórida, Ron DeSantis, está sendo cogitado como possível substituto. A ideia é que DeSantis possa passar pela confirmação do Senado no período de lame-duck — enquanto os republicanos ainda controlam a câmara — e assumir o posto quando seu mandato como governador terminar em 5 de janeiro. Trump, no entanto, disse publicamente que Hegseth “está fazendo um bom trabalho” e a Casa Branca reafirmou confiança plena no secretário.
A derrota nas midterms é atribuída, em parte, à guerra com o Irã. O vice-presidente JD Vance escreveu no X: “A razão pela qual perdemos é a guerra”. Fontes da Casa Branca preveem que parte da culpa recairá sobre o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, e o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto. Democratas já tentavam impeachment de Hegseth antes da eleição e a pressão deve aumentar com a nova maioria no Congresso.
Ron DeSantis é um conservador com experiência militar real. Serviu na Marinha como oficial JAG (Judge Advocate General), prestou serviço em Guantánamo e foi destacado ao Iraque em 2007-2008 como assessor jurídico de um comandante de SEAL Team One durante o surge em Fallujah e Ramadi. Recebeu a Bronze Star por serviço meritório. Como governador da Flórida, combateu a agenda woke nas escolas e nas Forças Armadas, defendeu a fronteira e manteve postura dura contra a China.
A possível troca agora ocorre porque Hegseth enfrenta desgaste político após as midterms e risco de impeachment. DeSantis, cujo mandato termina em janeiro, oferece um perfil mais institucional, com serviço militar comprovado e alinhamento à agenda anti-woke e de força das Forças Armadas. Para a esquerda, a movimentação representa a continuidade da linha dura no Departamento de Guerra, sem o estilo mais midiático de Hegseth, o que dificulta a narrativa de “caos” no Pentágono.
Se confirmada, a substituição fortaleceria a capacidade de resistência da administração Trump diante de um Congresso democrata. DeSantis traz credibilidade operacional e política, reduzindo a vulnerabilidade do cargo a ataques de impeachment e mantendo o foco na reconstrução do espírito guerreiro nas Forças Armadas.

