Republicanos tentam atribuir derrota nas midterms a Pete Hegseth e Câmara pode votar impeachment
Republicanos assustados com a derrota nas eleições de meio de mandato estão tentando atribuir o resultado ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Foi o presidente Donald Trump quem decidiu iniciar a impopular guerra contra o Irã, no último dia de fevereiro, que derrubou o apoio dos eleitores ao partido.
Segundo a rede americana CNN, parlamentares e aliados argumentam nos bastidores que Hegseth teve papel central em convencer o presidente a atacar o país sem estratégia de saída e sem plano para lidar com as consequências políticas. A Câmara, portanto, pode votar o impeachment do chefe do Pentágono já na próxima semana, quando o Congresso retoma os trabalhos, antes mesmo de os democratas assumirem a maioria, em janeiro.
A reportagem do Jornal O Globo registra o movimento interno do partido Republicano após o resultado das midterms. Trump iniciou a guerra, mas parte dos aliados aponta Hegseth como o responsável por pressionar o ataque sem plano de saída e sem avaliação do custo político.
A possibilidade de impeachment do secretário de Defesa antes da posse da nova maioria democrata coloca Hegseth no centro da disputa interna republicana. O argumento dos parlamentares é que a falta de estratégia de saída e o impacto nos preços e na popularidade do partido são responsabilidade do chefe do Pentágono.
Republicanos tentam transferir o peso da derrota nas midterms para Pete Hegseth. A CNN e o O Globo registram que a Câmara pode votar o impeachment do secretário já na próxima semana, enquanto Trump é quem decidiu iniciar a guerra contra o Irã em fevereiro.

