Uma simulação da execução do presidente dos EUA, Donald Trump, foi realizada nas ruas de Teerã na quarta-feira (4/11), após os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Os democratas conquistaram alguns redutos republicanos em meio à insatisfação com a economia e com a guerra que elevou os preços da gasolina. Trump reconheceu que a guerra entre EUA e Israel prejudicou os republicanos, enquanto mediadores intensificavam os esforços para pôr fim ao conflito. Ele se recusou a descartar a retomada dos combates após a votação, enquanto o Irã sinalizou uma retaliação mais ampla caso os confrontos sejam retomados.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro; Teerã retaliou contra Israel e os estados do Golfo que abrigam bases americanas. A simulação em Teerã ocorre no dia seguinte ao resultado das midterms e registra a reação iraniana ao cenário político americano.

O conteúdo do Metrópoles mostra a encenação nas ruas da capital iraniana. Trump admitiu o impacto da guerra nos republicanos, mas não descartou a retomada dos combates. O Irã responde com a simulação e com sinalização de retaliação mais ampla se o conflito for reiniciado.

A simulação da execução de Trump em Teerã após as midterms coloca em evidência a tensão entre o Irã e os Estados Unidos. O presidente americano reconheceu o custo político da guerra, enquanto Teerã encena a execução e mantém a ameaça de resposta mais ampla.