TOFFOLI TRAVA REGISTRO DE RENAN SANTOS POR INDÍCIOS DE ILICITUDE
Ministro tira de pauta o julgamento de segunda-feira. Motivo: 18 perfis de rede informados 12 dias depois do pedido de registro
Dias Toffoli retirou de pauta o registro de candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência. O julgamento começaria nesta segunda (31), no plenário virtual. No despacho de sábado (29), o ministro falou em “indícios de ilicitudes”. Não cassou. Não indeferiu. Só parou o relógio. Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema seguem na pauta de segunda.
O ponto é papel de rede social. O pedido de registro entrou em 7 de agosto. Em 19 de agosto, Renan e o vice, Aroldo Medina, mandaram mais 18 perfis — Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e páginas como Onça Viral, Multiverso Amarelo e Jaguatirica Hub. A lei manda declarar o canal no ato do registro. Conta antiga só pode fazer propaganda 48 horas depois de ser informada ao TSE. Toffoli citou a Lei 9.504 e resoluções da Corte. A defesa do Missão diz que falha de lista não pode travar a candidatura, pediu audiência e volta à pauta. Renan ainda não se manifestou em público.
Na avaliação editorial, “indício” virou trava. Terceira via no TSE anda no fiapo do formulário. Quem manda no tribunal escolhe a hora de ser rigoroso. Papel atrasado de perfil vira ilicitude. Máquina, emenda e processo de peso seguem no ritmo do relator. O eleitor precisa saber o fato: a candidatura não caiu. Também precisa saber o método: o mesmo tribunal que decide quem sobe no horário eleitoral agora segura o nome do Missão por lista de Instagram. Quem acredita em isenção que explique a fila.

