A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros entrou em vigor às 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22 de julho de 2026). A decisão, formalizada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), resulta de investigação da Seção 301 e atinge cerca de US$ 7,2 a 11 bilhões em exportações, dependendo das estimativas (ApexBrasil e CNI). A medida soma-se a outras tarifas anteriores e reforça o cenário de tensão comercial.

IMPACTO NOS SETORES E REAÇÃO DO GOVERNO

A tarifa incide sobre itens como etanol, açúcar, máquinas, pneus e manufaturados, com lista extensa de exceções que preservam produtos como café, carnes, aeronaves e petróleo. Representantes da indústria, como a Abimaq, defendem evitar retaliação imediata (“olho por olho”) e priorizar diplomacia e negociações. O vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros como Márcio Elias Rosa (Indústria) afirmam que o governo estuda todas as opções, mas prioriza diálogo. O presidente Lula, por sua vez, usou as redes para falar em “defesa da soberania nacional” e que “ninguém vai dizer o que fazer” ao Brasil.

DESALINHAMENTO COMERCIAL HISTÓRICO

O problema não surgiu do nada. Desde os governos petistas, o Brasil privilegiou relações com a China em detrimento dos EUA. Enquanto o comércio com Pequim explodiu, o com Washington estagnou. A investigação americana cita Pix, etanol, desmatamento, propriedade intelectual e outras práticas como barreiras “irrazoáveis”. Analistas apontam que o Brasil poderia ter ampliado importações de bens americanos (carros, eletrônicos) com benefícios semelhantes aos concedidos a México e Ásia, barateando custos para o consumidor brasileiro. Em vez disso, o alinhamento ideológico com regimes de esquerda gerou isolamento e agora cobra preço alto.

O tarifaço expõe o custo da diplomacia ideológica de Lula. Em vez de buscar convergência com o maior mercado consumidor do mundo e principal potência, o governo optou por retórica antiamericana e preferência por parceiros autoritários. Setores produtivos pedem pragmatismo e negociação — caminho correto para defender empregos e exportações. Manter o Brasil na mesa de diálogo, sem retaliações precipitadas que prejudicam o próprio povo, é a postura responsável. A direita conservadora sempre defendeu comércio livre, soberania real (não retórica) e alianças com quem gera prosperidade. O PT transformou divergências comerciais em guerra cultural; o resultado é tarifa sobre o trabalhador brasileiro.