O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, intensificou nos últimos dias propostas sociais voltadas ao eleitorado de menor renda. Durante fórum da revista Veja em São Paulo e em live com a economista Daniella Marques, ele defendeu que beneficiários do Bolsa Família continuem recebendo o auxílio por período estendido após conseguirem emprego formal ou abrirem empresa própria. Além disso, prometeu distribuição de celulares e internet gratuita, especialmente para mulheres e idosos.

BOLSA FAMÍLIA COMO “DIREITO ADQUIRIDO” E INCENTIVO À FORMALIZAÇÃO

Flávio classificou o Bolsa Família como “direito adquirido do povo brasileiro” e criticou o preconceito de que beneficiários não querem trabalhar. “Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício”, argumentou. A proposta visa eliminar essa barreira, permitindo que o auxílio seja mantido por tempo mais longo durante a transição para o mercado formal. Atualmente, a regra prevê manutenção parcial por até dois anos em certos casos. O senador não detalhou duração exata ou fonte de custeio, mas enfatizou o objetivo de dar segurança para que as pessoas “caminhem com as próprias pernas, sem depender de político nenhum”.

INCLUSÃO DIGITAL: CELULAR E INTERNET GRÁTIS

Na live de 17 de julho, Flávio retomou o plano “Brasil por Elas” e prometeu internet gratuita para cerca de 70 milhões de mulheres, com possibilidade de distribuição de aparelhos celulares para quem não tem condições de comprar. A iniciativa incluiria parceria com operadoras de telefonia e foco em idosos. Daniella Marques endossou as ideias. As propostas integram um conjunto maior de medidas de inclusão, qualificação e microcrédito, com ênfase em autonomia feminina.

As iniciativas de Flávio buscam equilibrar assistência social com estímulo ao trabalho e à independência, diferentemente de modelos que perpetuam dependência. Manter o Bolsa Família como rede de proteção transitória e investir em inclusão digital são medidas alinhadas à direita conservadora que valoriza dignidade humana, família e oportunidades reais. A esquerda historicamente usa programas sociais como ferramenta de clientelismo eleitoral; propostas como as de Flávio tentam romper esse ciclo ao combinar ajuda imediata com caminhos para autossuficiência. Resta detalhar viabilidade fiscal e execução, especialmente em um cenário de controle de gastos.