A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos atinge 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado americano a partir de 22 de julho, segundo a CNA. A entidade conseguiu, por articulação técnica, isentar 63,5% do valor exportado, mas produtos como madeira, arroz, ovos, açúcar e frutas permanecem na mira. A cobrança resulta da investigação da Seção 301 do USTR e foi oficializada pelo governo Trump.

CNA: ARTICULAÇÃO SALVOU A MAIOR PARTE, MAS 36,5% SEGUEM EXPOSTOS

A diretora Sueme Mori informou que a lista ampliada de exceções tirou pescados, mel e café solúvel da sobretaxa (cerca de US$ 4,6 bilhões em 2025). A CNA defende que a competitividade do agro brasileiro vem de produtividade e inovação, não de práticas desleais, e continua pressionando por novas isenções.

MADEIRA, ARROZ, OVOS E FRUTAS CONTINUAM NA MIRA

Esses itens seguem sujeitos aos 25% adicionais. A uva é uma das mais vulneráveis (tributação total pode chegar a 35%, segundo Abrafrutas). Estudos da Farsul já projetavam impacto de até US$ 4,2 bilhões. Especialistas alertam para perda de competitividade, empregos e possível alta de preços no Brasil.

EUA PROTEGEM O QUE INTERESSA A ELES E MANTÊM PRESSÃO

Washington isentou café, carne bovina e suco de laranja por necessidade da própria indústria. Quase 3 mil produtos brasileiros serão taxados. O Brasil vira um dos países com maior carga tarifária efetiva no mercado americano (média estimada de 18,2%).

GOVERNO LULA REAGE COM MP ENQUANTO DIPLOMACIA FALHA

O Planalto lançou MP com R$ 13,2 bilhões em créditos, incluindo apoio a produtores de cana. O setor avalia como paliativo. A direita cobra do governo a deterioração das relações com os EUA e a falha nas negociações da Seção 301.

IMPACTO REAL E PRÓXIMOS PASSOS

O agro perde competitividade no terceiro maior mercado. A CNA segue buscando reduções. Consumidor brasileiro pode sentir no bolso alta de arroz, ovos e frutas. O tarifaço expõe a fragilidade da política externa atual.