O Brasil vive um quadro de “fadiga fiscal” — a perda da capacidade de estabilizar a dívida pública mesmo gerando superávits primários. A conclusão vem de estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados e é um atestado do fracasso da gestão econômica do governo Lula. A dívida pública federal deve ultrapassar 100% do PIB entre 2032 e 2035 se nada de estrutural for feito.

DÍVIDA JÁ PASSA DE R$ 10 TRILHÕES E CONTINUA SUBINDO

Em maio, a dívida bruta do governo geral (União, estados, municípios e INSS) chegou a 81,1% do PIB — mais de R$ 10 trilhões. É o maior patamar em cinco anos. O governo petista herdou uma dívida e a fez crescer aceleradamente com expansão de gastos obrigatórios, benesses eleitoreiras e recusa em enfrentar o inchaço da máquina pública. A carga tributária já está no limite, mas o PT prefere continuar apertando o contribuinte a cortar desperdícios.

AJUSTE IMPOSSÍVEL NO MODELO ATUAL DA ESQUERDA

Para apenas estancar o crescimento da dívida seria necessário um superávit primário de cerca de 2% do PIB por ano (R$ 250 bilhões a R$ 300 bilhões). O estudo mostra que o espaço discricionário do Orçamento — a fatia que o governo realmente controla — é de apenas R$ 250 bilhões. Ou seja: mesmo se o Planalto cortasse tudo o que pode cortar amanhã, a dívida continuaria explodindo. O problema está nos gastos obrigatórios (mais de 90% do Orçamento), inchados por políticas de esquerda que transformaram o Estado em máquina de transferência e clientelismo.

GOVERNO EMPURRA O PROBLEMA COM A BARRIGA

O autor do levantamento afirma que o país precisa de um ajuste estrutural da ordem de R$ 30 bilhões anuais e de soluções profundas já no Orçamento de 2028. Até agora, o governo Lula 3 preferiu maquiar números, aumentar impostos, expandir programas e transferir a conta para o futuro. O arcabouço fiscal se mostrou insuficiente e a “responsabilidade fiscal” petista se resume a cumprir metas cosméticas enquanto a dívida sobe sem freio.

BOMBA DEIXADA PARA O PRÓXIMO PRESIDENTE

O diagnóstico confirma o que analistas sérios já alertavam: a esquerda no poder trata o Orçamento como instrumento eleitoral e não como instrumento de estabilidade. Sem reforma profunda em Previdência, pessoal, benefícios e emendas, o Brasil caminha para um endividamento de país quebrado. A fatura da irresponsabilidade fiscal petista será paga por todos os brasileiros — com juros altos, crescimento medíocre e menos oportunidades. O estudo da Câmara é mais um aviso: ou se corta a farra agora, ou o tombo vem mais forte depois.