SERVIDOR DA SECOM REPOSTOU DEZ VEZES A MENTIRA DE QUE FLÁVIO TIRARIA APARECIDA
George Marques é coordenador da comunicação do Planalto. Na sexta a campanha pediu a prisão dele. Ele disse que, se republicou, foi por engano
George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência, republicou na sexta-feira (25) mensagens que atribuíam a Flávio Bolsonaro a intenção de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O Poder360 identificou dez postagens. A defesa de Flávio anexou ata notarial com quatro republicações feitas no mesmo dia. Uma delas, às 8h31, dizia para parar de divulgar a retratação, deixar o assunto rolar e continuar compartilhando que Nossa Senhora tinha sido atacada, para a mentira chegar ao interior do Nordeste e do Norte. A publicação foi apagada horas depois.
No mesmo dia, a campanha protocolou notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, em Brasília. Pede a prisão preventiva de Marques, investigação, busca e apreensão do celular e do computador, afastamento da função pública e proibição de usar redes sociais. Os advogados imputam divulgação de fato sabidamente falso na eleição, previsto no artigo 323 do Código Eleitoral, além de incitação ao crime e associação criminosa. O documento fala em 2.086 publicações, 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações no Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X. André Mendonça, no TSE, já tinha classificado a narrativa como notoriamente inverídica e mandado tirar o conteúdo do ar.
Marques disse que mantém um perfil pessoal de política e humor, que não se lembra de ter republicado aquele texto e que, se entrou no meio de uma sequência de compartilhamentos, foi erro involuntário. Republicar, afirmou, não significa concordar. A Secom respondeu que a mensagem saiu de perfil particular, fora do expediente e em equipamento próprio, chamou o pedido de prisão de injusto e arbitrário e acusou a campanha de jogar no governo federal uma republicação pessoal. A secretaria também falou em liberdade de expressão e de religião e repudiou o que chamou de patrulhamento.

