Claudio Humberto escreveu que levantamentos internos fizeram Lula e os marqueteiros temer um tiro no pé. A coluna aponta duas jogadas recentes: a proibição das bets e a decisão de Flávio Dino de liberar, em nome da liberdade de expressão, posts sobre Nossa Senhora Aparecida contra Flávio Bolsonaro. No texto, o excesso estaria empurrando indecisos e eleitores de outros candidatos para Flávio, e encolhendo a conta de Lula de que Caiado, Zema, Cury e Renan somariam de 11% a 13% no primeiro turno e tirariam voto do candidato do PL.

A proibição das bets é fato. Na sexta-feira (25), a nove dias da eleição, Lula assinou uma medida provisória que veda a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas online. As plataformas param de receber aposta nova, o saque voluntário vai até as 23h59 de 5 de outubro e os sites saem do ar no dia 6. Lula chamou as casas de câncer e comparou o vício ao crack. Disse que o patrocínio das bets é de 6% a 7% do orçamento de um clube e perguntou por que o time pagaria dívida com o dinheiro do torcedor. A coluna acrescenta que os marqueteiros não avisaram desse desgaste com clubes e torcidas, e que fechar as casas legais entregaria um mercado que ela estima em R$ 100 bilhões às bets clandestinas.

Na Padroeira, o quadro já andou. André Mendonça mandou tirar do ar os posts que diziam, como fato, que Flávio queria tirar o título de padroeira. Dino, a pedido do humorista Antonio Tabet, suspendeu essa ordem por ver censura prévia. Na segunda (28), Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e devolveu a ordem da Justiça Eleitoral. Na quarta (30), o plenário do TSE manteve fora do ar as publicações que afirmam que Flávio propôs, apoiou ou articulou a retirada do título. Nesta quinta, Dino disse que a decisão dele perdeu objeto porque o TSE manteve no ar o post do humorista e, nas palavras dele, corrigiu o que chamou de censura vaga da liminar original de Mendonça.