O senador republicano Jim Risch, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, declarou nesta quarta-feira (8/7) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) configuram ameaças concretas aos interesses americanos, destacando a importância da designação dessas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) pelo governo Donald Trump.

Segundo Risch, a medida amplia significativamente as ferramentas jurídicas e operacionais disponíveis para combater a atuação dessas organizações criminosas no tráfico de drogas, violência e lavagem de dinheiro.

DECLARAÇÃO DIRETA DO SENADOR

Em resposta ao portal Metrópoles, o senador afirmou: “O governo está certo em designar o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras. Por meio do tráfico de drogas, da violência e da lavagem de dinheiro, esses grupos representam ameaças aos interesses dos EUA no Brasil e no Hemisfério Ocidental, e essas designações disponibilizarão novas ferramentas para combater sua influência”.

Risch também enfatizou a parceria entre os Estados Unidos e as forças de segurança brasileiras: “Os EUA contam com parceiros sólidos nas forças de segurança no Brasil, e esperamos continuar a colaboração para atender às demandas da população brasileira por maior segurança interna”.

CONTEXTO DA CLASSIFICAÇÃO COMO TERRORISTAS

A declaração de Risch ocorre semanas após o Departamento de Estado americano, sob a administração Trump, ter oficializado a inclusão do PCC e do CV na lista de FTOs, ao lado de grupos como Al-Qaeda, Hezbollah e Hamas. A medida, efetivada em junho de 2026, permite o bloqueio de ativos, restrições financeiras e maior cooperação internacional no combate ao narcoterrorismo.

IMPACTO NO BRASIL E REAÇÃO POLÍTICA

Enquanto o governo Lula criticou a decisão unilateral americana, alegando riscos à soberania, setores da oposição e analistas conservadores veem na classificação um reconhecimento internacional da gravidade do problema do crime organizado no Brasil. A designação reforça a narrativa de que o PCC e o CV não são meras facções prisionais, mas organizações transnacionais com capacidade de desestabilizar economias e ameaçar a segurança regional.

A direita brasileira e o movimento bolsonarista interpretam o posicionamento de Risch e da administração Trump como um duro golpe na ineficiência do atual governo federal no combate às facções, que controlam rotas de tráfico, presídios e até influenciam setores da economia.

ENCERRAMENTO

A fala de Jim Risch reforça o alinhamento entre republicanos americanos e a visão conservadora brasileira de que o crime organizado deve ser tratado com ferramentas de guerra, e não apenas como problema de segurança pública convencional.