A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira (9/7) o recolhimento de todas as dez armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a apreensão de uma espingarda calibre 12 em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em meio a divergências sobre o paradeiro dos armamentos.

DETALHES DA APREENSÃO NO RS

O proprietário de um estabelecimento em Cachoeirinha procurou voluntariamente a PF e informou o local onde a arma estava guardada. Como não possuía autorização para portá-la, agentes foram até o endereço e realizaram a apreensão.

Segundo a defesa de Bolsonaro, a espingarda havia sido presenteada ao ex-presidente e ele sequer havia tido acesso a ela.

CONTEXTO DA OPERAÇÃO

Com esta apreensão, todas as dez armas listadas na decisão judicial estão agora sob custódia da Polícia Federal. Na véspera, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro em Brasília, mas nada foi encontrado.

A defesa havia informado anteriormente ao ministro Moraes sobre o paradeiro das armas, incluindo duas que não estavam na posse direta do ex-presidente: uma no RS e outra apreendida com um militar responsável por sua segurança.

SITUAÇÃO DE BOLSONARO

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar, medida que foi recentemente renovada por Alexandre de Moraes. A decisão sobre o recolhimento das armas integra o contexto de investigações que envolvem o ex-presidente.

REAÇÃO DA DIREITA E DOS BOLSONARISTAS

Para apoiadores de Bolsonaro e setores conservadores, a operação reforça a narrativa de perseguição política e uso seletivo do sistema judiciário contra a direita, especialmente em ano eleitoral, enquanto outros temas de segurança pública avançam com menor rigor.

As investigações prosseguem.