SENADOR ELEITO SANDERSON DIZ QUE LULA AMEAÇOU FLÁVIO COM A POLÍCIA FEDERAL NO DEBATE E ANUNCIA REPRESENTAÇÃO À PGR
Eleito senador pelo Rio Grande do Sul, o deputado do PL afirma que o presidente usou a corporação como arma contra o adversário ao responder sobre a lobista Roberta Luchsinger e diz que também acionou o ministro André Mendonça para pedir proteção à empresária que promete delatar o petista.
O deputado federal Sanderson (PL), eleito senador pelo Rio Grande do Sul no primeiro turno, diz que o presidente Lula cometeu um crime durante o debate da Band, na noite de domingo, dia 18, ao ameaçar o senador Flávio Bolsonaro (PL) com a Polícia Federal em rede nacional. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, dia 19, Sanderson afirma que Lula deixou claro que Flávio deveria se cuidar porque seria pego pela “Polícia Federal dele” e diz que já apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República contra o petista.
A fala que motivou a reação ocorreu no primeiro bloco do debate, quando Flávio perguntou se Lula conhecia a lobista Roberta Luchsinger, investigada ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três inquéritos sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Lula respondeu que Roberta “é um assunto da Polícia Federal” e que a corporação vai cuidar dela, enquanto Flávio rebatia perguntando por que a polícia do presidente foi à casa da lobista e não à do filho dele, que mora na Espanha, segundo o registro do debate e a cobertura do jornal Folha de S.Paulo.
Sanderson diz que a resposta revela o espírito ditatorial do presidente e que, se Lula faz ameaças desse tipo em público, é possível imaginar o que faz em privado, além de acusá-lo de ter aparelhado o STF, a PGR e a direção da Polícia Federal. O senador eleito afirma ainda que representou ao ministro André Mendonça, relator dos inquéritos que envolvem Lulinha, para pedir proteção a Roberta Luchsinger, que, segundo ele, disse ter sido ameaçada, e que pediu medidas protetivas em favor da empresária, inclusive com base na Lei Maria da Penha.
Roberta Luchsinger afirmou em entrevista no sábado, dia 17, que pretende fazer um acordo de delação premiada e que não vai poupar Lula, mas não apresentou detalhes nem provas do que teria a revelar. As representações anunciadas por Sanderson agora dependem da análise da PGR e do gabinete do ministro Mendonça, a quem cabe decidir se há motivo para abrir apuração ou conceder as medidas pedidas, a seis dias do segundo turno, marcado para o domingo, dia 25.

