Muitas surpresas saíram das urnas no primeiro turno das eleições 2026. Uma delas era questão de tempo para acontecer: pela primeira vez na história, a Câmara dos Deputados terá entre seus membros um parlamentar eleito formalmente acusado de fazer parte de uma facção criminosa, o Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Eleito deputado federal com 118.566 votos, o equivalente a 0,5% dos votos válidos no estado de São Paulo, Ney Santos, do Republicanos, é identificado formalmente pelo Ministério Público de São Paulo como integrante do PCC. A facção, ao lado do Comando Vermelho, é a maior organização criminosa do país.

O caso marca um precedente na composição da Câmara. O parlamentar assume o mandato com a identificação formal do MP e a votação obtida nas urnas do maior colégio eleitoral do Brasil.