Se Alcolumbre cair, Flávio indica o Supremo e o gavel deixa de proteger o senador
A crise no STF já tornou incerta a recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado e o próximo presidente pode indicar quatro ministros, cinco se Moraes sair da Corte
Já imaginou o presidente do Senado sem o martelo e sem o escudo? A Jovem Pan pôs no ar o recado que Brasília murmura: a crise no Supremo tornou incerta a reeleição de Davi Alcolumbre no comando da Casa. O senador do Amapá tem mandato até 2031, mas o cargo que ele quer em fevereiro de 2027 depende da urna de outubro. O PL de Flávio Bolsonaro projeta 26 a 28 cadeiras e já avisou que, com Alcolumbre na mesa, o impeachment de Alexandre de Moraes nunca será despachado. Perder a composição do Senado é perder o trinco.
O próximo presidente da República indica ao menos quatro ministros do STF: a vaga de Barroso, aberta desde 2025 depois que o Senado derrubou Jorge Messias, e as aposentadorias de Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030. Se Moraes for afastado por impeachment ou deixar a toga, a conta sobe para cinco. Quem sentar no Planalto em 2027 escolhe o Supremo. Quem sentar na presidência do Senado decide se o pedido contra Moraes anda ou dorme na gaveta. É este o tabuleiro que a crise do Master jogou sobre Alcolumbre.
Daniel Vorcaro, na proposta de delação noticiada pela Veja, atribuiu ao presidente do Congresso o recebimento de 30 milhões de dólares em conta no exterior. Alcolumbre foi à tribuna, chamou a acusação de falsa e disse que jamais recebeu valor no Brasil ou fora. Sem o gavel e com um Planalto e um Senado à direita, a proteção institucional que hoje segura os 109 pedidos de impeachment se desfaz. O caminho que a oposição descreve para o senador do Amapá é o da investigação formal. O vídeo da pauta está neste reel: https://www.instagram.com/reel/DdSePMJM7y5/

