Nikolas lotou Macapá e o aliado Josemar foi levado em inquérito sigiloso
Cinco mil e oitocentas pessoas na Curva do Araxá contra Alcolumbre; o reel pergunta se a PF escolhe o alvo pelo palanque
Já imaginou encher a capital do senador e, no dia seguinte, a Polícia Federal bater na porta de quem subiu no palanque? Nikolas Ferreira foi a Macapá no domingo para gritar impeachment de Alexandre de Moraes na cara de Davi Alcolumbre. A USP contou 5.800 pessoas na Curva do Araxá — no segundo menor colégio do país. O deputado teve de trocar o local: disse que o ameaçavam para não pôr o pé no Amapá. O reel que você mandou completa a cena: depois do ato, o candidato alinhado a Nikolas, Josemar, teria sido levado pela PF num inquérito que ninguém explica em público. Vídeo
Não saiu nota oficial da corporação com o nome do candidato. O que saiu é o recorte político. Alcolumbre segura os pedidos de impeachment. Nikolas levou o palanque para o quintal dele. A PF que Mendonça tentou saneiar e Dino devolveu à cúpula antiga é a mesma que agora aparece no vídeo conduzindo um aliado do ato. No Amapá, o fundo de pensão do estado já foi alvo da Zona Cinzenta por R$ 400 milhões no Master — o indicado era homem de Alcolumbre. O eleitor junta as pontas.
Inquérito sigiloso existe para não virar palanque. Também existe para não virar escudo. Se a condução do Josemar for o que o vídeo mostra, a pergunta que o reel deixa na rua é a que a oposição vai repetir até outubro: a PF investiga o crime ou o microfone? Macapá lotou. O Senado segue fechado. E o homem que Nikolas apresentou no Amapá some num processo que o Brasil não pode ler.

