Jacobo Bucaram, filho do ex-presidente do Equador Abdalá Bucaram, foi preso nesta quarta-feira (4/11) por suspeita de ligação com o narcotráfico. Ele foi detido junto a outras duas pessoas pela Polícia Nacional em Guayaquil.

A prisão foi anunciada pelo ministro do Interior, John Reimberg. “A mensagem é clara: não há privilégios, não há intocáveis e não há espaço para a impunidade. Sob a liderança do presidente Daniel Noboa, a Polícia Nacional e todo o Bloco de Segurança continuam agindo com firmeza”, afirmou.

Outras duas pessoas foram presas no Panamá. Reimberg informou que os cinco serão extraditados aos Estados Unidos. “Os cinco cidadãos possuem Notificação Vermelha da Interpol e são requeridos pelas autoridades dos Estados Unidos por supostos delitos relacionados ao narcotráfico”, disse.

O ex-presidente Abdalá Bucaram usou as redes sociais para defender o filho. Ele afirmou que as acusações foram armadas de má-fé e com ódio contra a família, e lembrou que ele mesmo já foi acusado de tráfico de drogas em 1986 e depois pediram perdão. Bucaram disse acreditar na Justiça americana e que o filho será inocentado.

A prisão de Jacobo Bucaram ocorre sob o governo de Daniel Noboa, que mantém linha dura contra o narcotráfico. O ministro Reimberg destacou que não há intocáveis e que quem tiver contas com a Justiça responderá, inclusive com extradição aos Estados Unidos.

O caso coloca o filho do ex-presidente equatoriano sob acusação de narcotráfico e em processo de extradição. Abdalá Bucaram defende a inocência do filho e afirma que a família sempre foi honrada, enquanto as autoridades equatorianas e americanas avançam com a Notificação Vermelha da Interpol.