Renan Santos, do Missão, derrotado no primeiro turno, mudou o tom depois do avanço de Flávio Bolsonaro e do PL. Em live na segunda-feira, 5, ele disse que não vai ter o papo de que existe direita não bolsonarista. Na quarta, 7, completou que não é Bolsonaro e que, por isso, não pode se dizer de direita. Em setembro de 2025, o mesmo Renan dizia à Folha que o bolsonarismo estava implodindo e que havia espaço para uma direita sem Bolsonaro.

À repórter Laura Intrieri, da Folha, publicada nesta quinta, 8, ele afirmou que aceita conversar com pessoas de esquerda dispostas a rever posições que considera exageradas, citou o discurso identitário como exemplo e disse que o Brasil terá problemas de soberania e de reformas qualquer que seja o eleito. Também avaliou que passou do tom em alguns posicionamentos porque estava preso numa bolha, e declarou que ama falar de meio ambiente, mas sempre evitou o assunto porque tinha de defender o agro.

Depois da votação, Renan passou a interagir com espectadores de esquerda nas redes e ganhou espaço no perfil de Anitta, que compartilhou um vídeo dele. No domingo ele terminou em quarto, atrás de Flávio, Lula e Augusto Cury, e o novo discurso abandona a disputa pelo rótulo de direita justamente quando Flávio, com 47,03%, caminha para o segundo turno contra Lula.