O advogado Jeffrey Chiquini, eleito deputado federal pelo Novo do Paraná, afirmou em vídeo que Ana Elisa Santos Silva, deputada federal eleita pelo PT de Minas, está no comando da onda de ataques da campanha de Lula contra Flávio Bolsonaro neste segundo turno. A fala circula no momento em que a petista, chamada para reforçar a comunicação digital do Palácio, virou o centro da disputa nas redes.

Na quinta-feira, 8, perfis de direita republicaram capturas atribuídas a Ana Elisa, entre elas um texto de 2 de outubro de 2022 em que ela pedia que Lula fechasse as igrejas evangélicas, e outras mensagens contra brancos e empreendedores. Nikolas Ferreira e o próprio Flávio entraram no tema, com a frase “Lula não feche a minha igreja”. Ana Elisa nega a autoria, desativou o perfil no X e disse que vai ao Tribunal Superior Eleitoral.

Chiquini já tinha levado à Procuradoria-Geral da República, na quarta, 7, uma notícia-crime contra André Janones e Lindbergh Farias, acusando os dois de espalhar de forma coordenada a informação de que Flávio acabaria com o Bolsa Família, o salário mínimo e reduziria aposentadorias. A leitura que ele faz agora é que Ana Elisa passou a ser o rosto novo dessa mesma ofensiva, enquanto a campanha de Lula tenta transformar a repercussão dos posts em caso de crime eleitoral.