Mensagens atribuídas ao Primeiro Grupo Catarinense, o PGC, a maior facção criminosa de Santa Catarina, circulam em grupos internos da organização com ordem para moradores de comunidades votarem em Lula, no 13, no segundo turno de 25 de outubro. Um texto assinado como comunicado do PGC estadual pede que não votem no filho do que chamam de ditador do Bolsonaro, que o recado chegue a todas as quebradas e que, nas mãos da família Bolsonaro, as periferias perderiam recursos.

Outro texto manda os integrantes procurarem parentes e conhecidos que votam no dia 25 e termina com a ameaça, na grafia original, de que quem votar em Bolsonaro ou apoiar o outro lado estará sujeito a cobrança severa. O Jornal Razão publicou a reportagem nesta sexta, 9, às 11h11, e informou que fontes das polícias locais e estaduais confirmam o monitoramento pela inteligência, com a ordem de impedir que algum eleitor seja coagido. O jornal também registrou que não há indício de participação da campanha de Lula ou do PT nas mensagens.

Coagir o voto, com violência ou grave ameaça, é crime do artigo 301 do Código Eleitoral, com pena de até quatro anos, mesmo que o objetivo não se cumpra. Nas urnas do primeiro turno, Lula teve 74,9% no Morro da Caixa e 54,1% no Monte Cristo, em Florianópolis, enquanto Flávio ficou na frente no Caminho Novo, em Palhoça, com 57%, na Bela Vista, em São José, com 59%, e na Costeira do Pirajubaé, com 52,5%. Os comunicados passaram a circular depois desses resultados, e a apuração policial ainda é preliminar.