Janja tentou encerrar a polêmica com uma nota de repúdio, mas Renan Santos respondeu elevando ainda mais o tom. Depois de ser acusado de misoginia por declarações no debate da Band, o candidato do Missão chamou a primeira-dama de “rainha louca e deslumbrada” e afirmou que ela usa a pauta de gênero para bloquear críticas sobre viagens, gastos e influência dentro do governo. Renan lembrou que Janja não foi eleita, mas participa de decisões e exerce presença política no Planalto.

A crítica a uma agente politicamente influente é legítima, mesmo quando ela não ocupa cargo eletivo; o limite jurídico aparece quando há ameaça, imputação falsa de crime ou ataque exclusivamente discriminatório. A fala de Renan é dura, provocativa e pode ser considerada ofensiva, mas isso não a transforma automaticamente em crime ou misoginia. Ao mandar Lula comparecer ao próximo debate para defender o governo e a própria esposa, o candidato conseguiu recolocar a ausência presidencial no centro da campanha — exatamente o assunto que a nota de Janja pretendia afastar.