RACHA NA DEFESA: BOLSONARO RECUA EM DUAS HORAS E RETIRA PEDIDO PARA SUSPENDER A PENA DE 27 ANOS
Segundo o Metrópoles, a divergência entre advogados levou o ex-presidente a desistir da liminar apresentada a Kassio Nunes Marques; segundo a CNN Brasil, o escritório que assinou o pedido deixou o caso.
A divergência entre advogados levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a desistir, nesta quinta-feira (24), do pedido de suspensão imediata da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta na ação da trama golpista, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles. A liminar havia sido apresentada no início da manhã pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury ao ministro Kassio Nunes Marques, relator da revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros integrantes da defesa discordaram da iniciativa, procuraram Bolsonaro e o convenceram a recuar; o advogado Paulo Cunha Bueno foi um dos que conversaram diretamente com o ex-presidente, segundo a coluna. A desistência foi oficializada por volta das 12h20, sem informar o motivo do recuo — duas horas depois do pedido, segundo a CNN Brasil; O Globo registra que a liminar havia sido protocolada pouco depois das 10h.
Depois do recuo, o escritório Ávila de Bessa anunciou que deixará o caso. “Trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa. A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal”, afirmou em nota, segundo a CNN Brasil. Segundo a CNN Brasil, a petição de desistência se restringe à cautelar e pede que a revisão criminal siga normalmente. De acordo com O Globo, o pedido retirado argumentava que manter a prisão durante a revisão “pode produzir dano irreparável” a Bolsonaro, de 71 anos; segundo o Metrópoles, a medida não tinha consenso entre os advogados e certamente não seria analisada antes das eleições de outubro.
Para a direita, o vaivém mostra o peso que recai sobre um ex-presidente de 71 anos, condenado pela Primeira Turma e não pelo Plenário, que precisa medir cada passo diante de uma Corte que já derrubou liminares de Kassio em outros casos, segundo O Globo; a revisão criminal continua viva, e a unidade da defesa passa a ser decisiva para que a tese de julgamento no foro errado chegue inteira ao Supremo.

