O presidente do Atlético Goianiense, Adson Batista, foi à coletiva na quinta-feira (24) e não economizou. “Eu não sou petista. Aliás, não gosto de petista. Eu sou um cara de direita.” Completou que vê no petista “desvio moral e intelectual.” Sobre as bets, o recado veio em duas frases: é contra a casa de aposta no futebol, pelos efeitos sociais e pela manipulação, e exige que o governo honre a placa e o contrato já firmado. “Quando terminarem esses contratos, tira essas bets do Brasil. Vamos tocar nossa vida.” O corte circulou no Instagram da página Liberdade.

Adson citou o dirigente Hugo e cravou o calendário: “Há 15 dias de eleição, isso aí é só para fazer careta para cego.” Pediu planejamento e segurança jurídica. Se a bet sair da camisa, disse, que saia também o uso do nome do clube nas plataformas: “Não usa nunca mais o Atlético Goianiense.” O Palácio, no dia seguinte, assinou a MP 1.394, derrubou depósito novo, deu até 5 de outubro para o saque e marcou 6 de outubro para os sites saírem do ar, dois dias depois do primeiro turno. O governo prometeu, depois da urna, crédito e alívio de dívida para os clubes que perderem o patrocínio.

O dirigente goiano antecipou o choque que a sexta oficializou. Quem manda no Dragão aceita o fim da bet e não aceita o rasgo do contrato no meio da temporada. Lula entrega a MP na reta. O Congresso tem 120 dias para dizer se a medida fica. O futebol, entre a placa e a urna, ficou no meio. Adson já escolheu o lado e cobrou a conta no papel assinado, não no palanque.