Já imaginou a pesquisa cair como bomba no QG de quem se acha imbatível? O Estadão leu a Quaest de segunda e escreveu o que o Palácio não queria ouvir: a campanha de Lula ainda é analógica, “à antiga”, no gosto do presidente, e não conversa com o eleitor que vive no WhatsApp. O recorte que assustou o entorno foi a subida de dez pontos de Flávio Bolsonaro entre quem ganha de dois a cinco salários — gente que o governo tentou comprar com o fim de imposto. As duas peças que você mandou estão no ar: Vídeo e VídeoLula, superado por Flávio no segundo turno da Quaest segundo o Estadão

Os números da rodada de 10 a 13 de setembro: no segundo turno, Flávio 42%, Lula 40%. Empate técnico na margem de dois pontos, mas a primeira vantagem numérica do senador na campanha desde abril, antes do Dark Horse. No primeiro turno o petista segue à frente, 36% a 31%. Entre independentes, Flávio abre 36% a 26%. No Sudeste, 47% a 31%. Rejeição empatada em 55%. Protocolo BR-03607/2026, dois mil e quatro entrevistas.Palácio do Planalto, onde a Quaest caiu como bomba

O Estadão compara o quadro a 2018. Interlocutores do governo falam em guinada nos dias que restam até a urna. O modelo que elegeu Lula duas vezes não segura o filme desta vez: o eleitor que o PT tratava como rebanho olha o Master, olha o STF e olha o filho. A pesquisa não decreta o segundo turno. Ela só mostra que o analogico já não cobre o rombo.