Os EUA admitem: já tem arma de controle espacial em órbita
Troy Meink quebrou o silêncio no Pentágono; China e Rússia manobram satélite contra satélite e o Golden Dome segue em outro trilho
Já imaginou o céu armado e Washington finalmente dizer o óbvio? Troy Meink, secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, falou na segunda, na conferência Air, Space and Cyber, em Maryland: os EUA “agora têm armas de controle espacial em órbita capazes de defender a força conjunta contra ação hostil de adversário”. É a primeira vez que um oficial do Pentágono admite o hardware no espaço. Não disse quantas. Não disse se é cinética, eletrônica ou outra coisa. Disse que as palavras foram pensadas. Os dois posts: Vídeo Vídeo
Controle espacial, no jargão, é bloquear comunicação, cegar sensor, aproximar satélite de satélite, neutralizar o olho do inimigo. Não há confirmação de que esses sistemas visem cidade ou alvo no chão. Meink rebateu a sala com a pergunta inversa: alguém duvida que China e Rússia desenvolvem o mesmo? Os três operam veículos que manobram em órbita. Em 2024 os americanos já acusavam Moscou de satélite caçador. Pequim faz o jogo calado. O anúncio é recado, não manual de instrução.
À parte, Trump mandou acelerar o Golden Dome — interceptores no espaço para derrubar míssil hipersônico contra o território americano. Meink disse que o programa saiu do contrato para hardware pronto para voo em menos de um ano. Isso ainda é desenvolvimento. Não se mistura com as armas cuja presença em órbita ele acabou de confessar. O céu deixou de ser zona morta. Quem pretender apagar GPS, satélite de espionagem ou link de tropa agora sabe que o outro lado já posicionou resposta — e resolveu falar.

