O influenciador Vinicius Carrion leu a análise do Estadão — ministros do STF dobram a pressão para Edson Fachin adiar a sessão de terça (15) sobre Alexandre de Moraes e o Banco Master — e cravou o diagnóstico: é sinal de que Moraes não tem os votos necessários para escapar da abertura de investigação. Fachin, segundo a reportagem de Carolina Brígido, não cedeu e manteve a pauta. A ala próxima ao ministro já articula pedido de vista no começo da sessão. Na direita, o adiamento e a vista são lidos como fuga: se houvesse placar confortável para arquivar, ninguém pediria tempo.

Alexandre de Moraes, alvo da sessão de 15 de setembro no STF sobre o caso Master

No mesmo dia a Gazeta do Povo mostrou Lula ensaiando o descolamento: voltou a chamar Moraes de “ministro de Temer” e, no SBT, disse que “se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar”. Planalto soltando a mão e ministros pedindo para empurrar o julgamento são o mesmo filme. A sessão do dia 15 pode abrir a apuração formal no Master. Carrion cobra explicação do ministro e, se for impossível, impeachment no Congresso. O placar interno e o abandono de Lula apontam para o mesmo risco: Moraes sem escudo.