O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, condenou com firmeza o atentado terrorista ocorrido na noite de 31 de outubro em Algeciras, no departamento de Huila, que resultou na morte do patrulheiro Julián Esmith Castaño López, de 41 anos, com 20 anos de serviço na Polícia Nacional.

O ataque, realizado por meio de um artefato explosivo acondicionado em uma motocicleta na zona rosa do município durante as celebrações de Halloween, também deixou dois policiais e quatro civis feridos. De la Espriella, em pronunciamento nas redes sociais, declarou que “assassinar um policial é atentar contra toda a Colômbia” e advertiu: “Aos assassinos vamos perseguir até encontrá-los e colocá-los à disposição da justiça. Não haverá esconderijo nem refúgio para quem atente contra nossos uniformizados e a tranquilidade dos colombianos”.

O mandatário reforçou que “a Força Pública se respeita” e que o governo não recuará diante do terrorismo. As investigações apontam para a possível responsabilidade de dissidências das Farc, como o Frente Iván Díaz, estruturas que continuam agindo em regiões do país apesar dos acordos de paz anteriores.

O episódio expõe a persistência da violência de grupos armados de esquerda na Colômbia e a importância de uma resposta firme das autoridades, contrastando com gestões anteriores mais condescendentes com a guerrilha. A morte de um servidor com duas décadas de dedicação à segurança pública relembra o preço pago por quem enfrenta o crime organizado e o terrorismo, uma realidade que também desafia o Brasil em suas fronteiras e centros urbanos.