O ministro da Defesa da Colômbia, general (r) Jorge Mora, denunciou 82 reportes de possíveis irregularidades administrativas e contratuais ocorridas durante a gestão do ex-presidente Gustavo Petro, com estimativa preliminar de afetação patrimonial superior a 155 bilhões de pesos colombianos.

De acordo com Mora, 41 desses casos já foram formalizados como denúncias perante as autoridades competentes. Entre as condutas apontadas estão interesse indevido na celebração de contratos, contratos sem cumprimento de requisitos legais, cohecho, concussão e possíveis falsidades em documentos públicos.

Um dos casos mais graves envolve o contrato de manutenção da frota de helicópteros MI-17 das Forças Militares. Segundo a Fiscalía, o contrato teria sido direcionado a uma empresa (Vertol Systems) que não reunia as condições técnicas e legais exigidas. O processo, avaliado em cerca de 32 milhões de dólares, já havia gerado investigações anteriores contra ex-funcionários do governo Petro.

O anúncio reforça a postura do atual governo de Abelardo de la Espriella de não tolerar corrupção no setor de Defesa e de proteger os recursos públicos. A revelação expõe o legado de irregularidades deixado pela administração de esquerda e a importância de controle rigoroso sobre os gastos militares, realidade que também exige atenção no Brasil frente a esquemas de desvio em áreas estratégicas.