“VOCÊ QUER MESMO DAR UMA SEGUNDA CHANCE PARA O LULA?”: ELEITOR DE RENAN SANTOS MUDA O VOTO PARA FLÁVIO JÁ NO PRIMEIRO TURNO
Em vídeo gravado no carro, o jovem defende o voto útil para tentar encerrar a eleição em 4 de outubro. No Datafolha, 54% dos eleitores de Renan preferem Flávio num eventual segundo turno.
Um vídeo de um eleitor que desistiu do seu candidato preferido para votar em Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno foi publicado nas redes nesta sexta-feira (25). Apresentado pela página Easy Fatos como eleitor de Renan Santos (Missão), o jovem conta, gravando de dentro do carro, que sua opção “não tá sendo nem o Lula e nem o Flávio”, mas que se fez uma pergunta simples sobre o que mais quer para o Brasil. “A resposta foi óbvia, galera, que o Lula não seja mais presidente”, diz.
No vídeo, ele explica que pretendia escolher “o melhor” no primeiro turno e votar contra Lula no segundo, mas mudou de ideia por não querer dar ao presidente “uma segunda chance” de disputar a reeleição. “O Flávio é o concorrente direto que tá batendo de frente com o Lula”, afirma. Para ele, é possível “resolver tudo no primeiro turno” em vez de levar a disputa para uma segunda rodada.
O raciocínio é exatamente o do chamado voto útil, e os números mostram por que ele preocupa os candidatos menores. Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24), Lula tem 40% no primeiro turno, contra 36% de Flávio, enquanto Augusto Cury (Avante) soma 5%, Ronaldo Caiado (PSD) 4% e Renan Santos 3%, segundo o g1. No eleitorado de Renan, 54% preferem Flávio num eventual segundo turno, 14% escolheriam Lula e 33% votariam em branco ou nulo. A Quaest, em levantamento divulgado em 14 de setembro, encontrou tendência parecida, com 50% dos eleitores de Renan migrando para Flávio contra 18% para Lula.
Com Lula e Flávio tecnicamente empatados também no segundo turno, com 47% a 45% no Datafolha, cada ponto dos candidatos da terceira via vira alvo da disputa na reta final. Faltando nove dias para o primeiro turno, vídeos como esse alimentam a campanha pelo voto útil, enquanto os demais candidatos tentam segurar seus eleitores até 4 de outubro.

