A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu ir além da remoção de posts e partiu para a identificação de quem espalhou nas redes a informação falsa de que o candidato retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Segundo a Folha de S.Paulo, os advogados do senador pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral a abertura de um inquérito contra políticos e perfis que publicaram “informações sabidamente inverídicas” sobre o tema. A lista inclui apoiadores do presidente Lula (PT), principal adversário de Flávio, e perfis mantidos sob pseudônimo.

De acordo com a Folha, a campanha também pede que a empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram informe quem está por trás dos perfis anônimos e entregue os dados cadastrais das contas, incluindo telefone, e-mail e os endereços de IP usados para acessá-las nos últimos dois meses, com a identificação de em nome de quem esses IPs estão registrados.

O pedido vem no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removerem as publicações sobre o assunto e retirarem, sem necessidade de nova ordem judicial, conteúdos idênticos ou equivalentes, segundo o Poder360. Mendonça classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio ou sua família propuseram, apoiaram ou pretendem promover a retirada do título. Mais cedo, o ministro já havia determinado que o humorista Antonio Tabet apagasse um post sobre o tema.

Não existe projeto de Flávio sobre o assunto. As publicações resgataram uma proposta de 2007 do então deputado Victório Galli, que foi arquivada em 2008, segundo a Folha e o Poder360. A história ganhou força depois de um comentário na GloboNews, que horas depois fez uma retratação. Nas redes, Flávio chamou o caso de “uma grande mentira” e afirmou que “não existe esse projeto”, segundo o Metrópoles. A menos de três semanas do dia 12 de outubro, dia da padroeira, a disputa pelo voto católico entra no centro da reta final da campanha.