PF INFORMA AO STF QUE INVESTIGAÇÃO ENVOLVENDO LULINHA NÃO AVANÇA ANTES DAS ELEIÇÕES DE 2026
Colunista Roseann Kennedy revela que a Polícia Federal comunicou ao ministro André Mendonça a demora na análise de material apreendido na Operação Sem Desconto, que cita o filho do presidente. O Planalto vê “guerra interna” na PF e defesa fala em vazamentos seletivos.
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a análise do material apreendido na investigação que menciona Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não será concluída antes das eleições de 2026. A informação foi destacada nesta quarta-feira (1º) pela colunista Roseann Kennedy, do Estadão.
Segundo a PF, a prorrogação do prazo se deve à falta de servidores suficientes para realizar a perícia nos equipamentos recolhidos. O caso envolve menções a Lulinha na Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
MENÇÕES A LULINHA NA OPERAÇÃO SEM DESCONTO
A Operação Sem Desconto investiga fraudes que teriam desviado bilhões de reais de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024. Lulinha aparece citado em depoimentos, agendas apreendidas, conversas e viagens com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema.
A PF apura se ele teria atuado como “sócio oculto” do Careca por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha e alvo de buscas na operação. Até o momento, a corporação ressalva que não há indícios de participação direta dele nos descontos fraudulentos.0
CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO AO STF
Em janeiro de 2026, a PF enviou representação ao ministro André Mendonça, relator do caso, informando as menções a Lulinha e a necessidade de apurar os vínculos. Recentemente, a corporação pediu mais prazo para concluir a análise do material, alegando limitações de equipe. Esse é o ponto central destacado pela colunista Roseann Kennedy como um “banho de água fria” na oposição.
REAÇÃO DO PLANALTO E DA DEFESA
Aliados do governo veem o caso como reflexo de “guerra interna” na PF e cobram apuração de vazamentos seletivos. A defesa de Lulinha, incluindo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, classifica as menções como “ilações” e nega qualquer relação dele com o INSS ou o esquema. “Ele não é alvo de investigação”, reforçam.3
IMPACTOS POLÍTICOS
O tema ganha relevância em ano eleitoral. A oposição deve usar o caso para pressionar por celeridade nas investigações, enquanto o governo tenta minimizar o desgaste. A demora na análise do material reforça críticas de que casos sensíveis envolvendo o núcleo petista enfrentam lentidão no Judiciário e na PF.

