MORAES INSISTE EM TENTAR PUNIR BOLSONARO POR ARMA APREENDIDA MESMO APÓS POLÍCIA NÃO INDICIÁ-LO
Ministro do STF cobra nova manifestação da PGR sobre possível “falta grave” no caso da pistola Glock registrada em nome do ex-presidente, apesar da Polícia Civil do DF concluir que Bolsonaro não cometeu crime. Apenas o segurança foi indiciado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1º) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste novamente sobre o caso da arma de fogo apreendida com um segurança de Jair Bolsonaro (PL). A decisão ocorre mesmo após a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluir o inquérito sem indiciar o ex-presidente.
Moraes deu prazo de 48 horas para a PGR e para a defesa de Bolsonaro se manifestarem sobre o relatório final da PCDF. O caso envolve uma pistola Glock calibre 9mm, registrada em nome de Bolsonaro, encontrada durante uma blitz com o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.
POLÍCIA CIVIL NÃO VÊ CRIME DE BOLSONARO
De acordo com o relatório da PCDF, Bolsonaro não cometeu crime. A arma estava devidamente registrada, não houve recolhimento do armamento durante buscas anteriores na residência e não foi imposta restrição ao porte. Apenas o sargento foi indiciado por porte ilegal de arma de uso restrito, por transportá-la sem autorização expressa do proprietário.65
INSISTÊNCIA DE MORAES
Moraes já havia cobrado manifestação da PGR no final de junho, citando possível “falta grave” prevista na Lei de Execução Penal — posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física. Bolsonaro admitiu em depoimento que mantinha a arma em casa durante a prisão domiciliar humanitária, justificando a presença por segurança da família (“tinha três mulheres em casa”).
A PGR, em parecer anterior, defendeu aguardar a conclusão das investigações policiais antes de qualquer sanção adicional.
REAÇÃO DA DIREITA E DE BOLSONARISTAS
O caso é visto por apoiadores do ex-presidente como mais uma demonstração de perseguição política por parte de Alexandre de Moraes. O influenciador e ex-ministro Mario Frias destacou em suas redes que, “mesmo após a polícia não indiciar Bolsonaro, Moraes insiste” e cobra posicionamento da PGR. A narrativa reforça a percepção de ativismo judicial contra a direita e o bolsonarismo.
CONTEXTO DO CASO
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026, após condenação a 27 anos e três meses no processo relacionado à trama golpista. O prazo inicial de 90 dias expirou recentemente, e a defesa pleiteia prorrogação por motivos de saúde. O episódio da arma surge em momento sensível, com Moraes tendo poder para decidir sobre regressão de regime.

