PROCURADORIA DA ITÁLIA PEDE REJEIÇÃO DA EXTRADIÇÃO DE CARLA ZAMBELLI
Procuradoria-Geral italiana acolhe tese da defesa de que Alexandre de Moraes pode ter influenciado o julgamento e recomenda à Corte de Cassação rejeitar o segundo pedido de extradição enviado pelo Brasil.
A Procuradoria-Geral da Itália pediu à Corte de Cassação a rejeição da extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL) para o Brasil. O posicionamento foi apresentado nesta quarta-feira (1º), durante julgamento do segundo pedido de extradição.
POSICIONAMENTO DA PROCURADORIA ITALIANA
O procurador-geral substituto Fabio Picuti defendeu a anulação da extradição sem possibilidade de novo envio do caso. A Procuradoria acolheu a tese da defesa de que o ministro Alexandre de Moraes pode ter influenciado o julgamento, comprometendo a imparcialidade do processo no STF. Zambelli foi condenada pelo Supremo por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal no episódio em que sacou uma pistola contra um homem em São Paulo, na véspera do segundo turno de 2022.
CONTEXTO DA PERSEGUIÇÃO
A ex-deputada bolsonarista fugiu para a Itália e foi presa em Roma. A defesa argumenta irregularidades no processo brasileiro, incluindo possível falta de imparcialidade de Moraes. Hoje, a Corte de Cassação analisa o caso.
REAÇÃO NO CAMPO CONSERVADOR
Para a direita e os bolsonaristas, a manifestação da Procuradoria italiana representa mais uma dura crítica internacional ao ativismo judicial de Alexandre de Moraes e ao que muitos consideram perseguição política seletiva contra opositores do governo Lula. Casos como o de Zambelli reforçam a percepção de que o STF age de forma parcial, violando princípios básicos de segurança jurídica e presunção de inocência.
A decisão da Corte de Cassação é aguardada com expectativa e pode representar um novo revés para as ações de Moraes no exterior.

