O Grupo Prerrogativas, formado por advogados aliados do PT, e o deputado Rogério Correia (PT-MG) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral em 19 de maio pedindo investigação e censura ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro com estreia prevista para setembro, alegando propaganda eleitoral antecipada e financiamento irregular de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. Simultaneamente, a ministra Carmen Lúcia, presidente do TSE, rejeitou pedidos idênticos contra o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, homenageando o presidente em fevereiro, argumentando que censura prévia viola a Constituição. O duplo padrão é cristalino: em 2022, Carmen Lúcia censurou documentário da Brasil Paralelo crítico a Lula; hoje libera manifestação política a seu favor. Juristas como Rodrigo Rabello denunciam “perigosíssimo precedente de tratamento desigual” que virou padrão no STF. André Marsiglia sintetizou: “Será que Carmen Lúcia dirá que censura vale só dessa vez, ou preferirá agora o cala boca já morreu?”