Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (16 de junho de 2026) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriria 12,5 pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno: 49,3% a 36,8%. No primeiro turno, Lula apareceria com 41,8% contra 28,2% de Flávio. Os números representam oscilação favorável a Lula em relação ao levantamento anterior de abril.

O instituto MDA foi contratado pela CNT (setor historicamente dependente de concessões e verbas públicas), o que alimenta desconfiança na oposição sobre possível viés.

CONTEXTO DA PESQUISA E OSCILAÇÕES

No segundo turno, Lula cresceu de 44,9% para 49,3%, enquanto Flávio caiu de 40,2% para 36,8%. No primeiro turno, o presidente subiu de 39,2% para 41,8%, e o senador recuou de 30,2% para 28,2%. Outros candidatos somam cerca de 15%. A pesquisa não capta rejeição elevada de ambos os nomes, comum em levantamentos eleitorais.

VISÃO DA DIREITA E DOS BOLSONARISTAS SOBRE FLÁVIO BOLSONARO

Para o campo conservador, Flávio Bolsonaro representa continuidade do projeto anti-sistema capitaneado por Jair Bolsonaro. Apesar de ataques recentes (como áudios e martelamento midiático), o senador mantém forte apoio no núcleo duro bolsonarista. A direita vê a pesquisa como ferramenta psicológica para desanimar eleitores: “já ganhou, nem adianta lutar”. Bolsonaristas argumentam que o bolsonarismo permanece vivo mesmo com Jair inelegível, e que pesquisas contratadas por entidades ligadas ao poder tendem a superestimar o governo.

O QUE A ESQUERDA E A GRANDE MÍDIA DESTACAM

A grande mídia e o PT comemoram os números como sinal de consolidação de Lula rumo à reeleição, atribuindo o crescimento à percepção de estabilidade econômica e social, apesar de escândalos persistentes, violência e críticas à gestão. O governo nega uso político de pesquisas e reforça que o eleitorado valoriza entregas sociais.

PONTOS POLÊMICOS E CONTRADIÇÕES

Críticos conservadores apontam contradições: Lula governa com alta rejeição histórica, escândalos de corrupção e ativismo judicial questionado internacionalmente, mas aparece fortalecido. A CNT/MDA tem histórico de levantamentos favoráveis a quem contrata. Outros institutos (como Quaest e BTG) mostram cenários mais voláteis, com rejeição mútua alta e espaço para surpresas.

A oposição cobra maior escrutínio sobre fontes de financiamento de institutos e influência da máquina pública de propaganda, que gasta bilhões anualmente.

REAÇÃO POLÍTICA E POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

A divulgação reforça polarização. O Planalto usa os números para projetar força; a direita os classifica como manipulação para desmobilizar o campo conservador. Com eleições 2026 se aproximando, o pleito deve intensificar debates sobre credibilidade de pesquisas, rejeição e capacidade de mobilização popular.