A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo, no âmbito da polêmica investigação da “trama golpista”. Como Eduardo reside atualmente nos Estados Unidos, a execução da pena depende de o ministro Alexandre de Moraes emitir mandado de prisão e acionar a Interpol para solicitar extradição.

RISCO DE CONFRONTO INTERNACIONAL

Bastidores políticos indicam forte expectativa sobre se Moraes terá “coragem” de comprar essa briga internacional. O pedido de extradição tem grande chance de ser rejeitado por Washington, especialmente devido às estreitas ligações de Eduardo com o Partido Republicano e o governo Donald Trump, que recentemente criticou a perseguição política no Brasil e classificou o país como “perigoso politicamente”.

REPETIÇÃO DO CASO CARLA ZAMBELLI

O cenário repete o caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), cuja extradição foi negada pela Itália justamente por alegações de parcialidade e ativismo judicial do STF. Eduardo Bolsonaro já classificou o julgamento como “um plano sem pé nem cabeça” com o objetivo claro de tirá-lo das eleições de 2026.

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CLARA

A direita e os bolsonaristas veem mais um capítulo de lawfare e vingança política conduzido por Alexandre de Moraes. O ministro, relator do processo, atuou novamente como juiz e parte interessada, condenando Eduardo de forma unânime junto a Zanin, Cármen Lúcia e Dino. O objetivo, segundo o campo conservador, é inviabilizar lideranças bolsonaristas e enfraquecer a oposição ao governo Lula.

Eduardo, que vive nos EUA, continua atuando politicamente e conta com apoio significativo no exterior. Uma eventual tentativa de extradição poderia se transformar em mais um vexame diplomático para o STF e para o Brasil, expondo ao mundo a instrumentalização política da Justiça brasileira.

IMPACTO PARA 2026

A medida reforça a narrativa de que o sistema judicial é usado para interferir diretamente nas eleições. Enquanto Moraes e o STF perseguem conservadores, a base bolsonarista se mobiliza ainda mais em torno de Flávio Bolsonaro e da necessidade de vitória em 2026 para restaurar a democracia e a segurança jurídica.