Mensagens obtidas pela Folha de S.Paulo expõem que um auxiliar do ministro Alexandre de Moraes afirmou que o chefe “quer pegar o Eduardo Bolsonaro”. O conteúdo, revelado em reportagem, mostra orientações para investigar o ex-deputado federal (PL-SP) e indicar ações a serem tomadas. A Revista Oeste destacou o caso, ligando-o à condenação de Eduardo no processo do tarifaço.

VOTO PELA CONDENAÇÃO

Moraes, relator do processo, votou pela condenação de Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão por suposta coação no curso do processo. A decisão unânime da Primeira Turma (com Zanin, Cármen Lúcia e Dino) é vista pela direita como mais um exemplo de escolha seletiva de alvos políticos.


PERSEGUIÇÃO CLARA

A direita e os bolsonaristas interpretam as mensagens como prova de que Moraes atua de forma coordenada para perseguir opositores do governo Lula. Eduardo, que vive nos EUA, tornou-se alvo preferencial para inviabilizá-lo politicamente antes das eleições de 2026. A menção explícita “quer pegar o Eduardo” reforça acusações de lawfare e parcialidade grave.

O auxiliar do ministro teria orientado investigações e ações específicas, o que levanta dúvidas sobre imparcialidade e uso do aparato estatal contra adversários políticos.

IMPACTO E REPERCUSSÃO

O caso ganha força nas redes e alimenta o descrédito do STF junto à base conservadora. Enquanto Moraes e o sistema judicial blindam decisões controversas, a família Bolsonaro e o bolsonarismo denunciam mais um capítulo de instrumentalização da Justiça. A Revista Oeste, conhecida por jornalismo independente, expõe o que muitos veem como abuso de poder sistemático.