NOVO PEDE A FACHIN A PRISÃO PREVENTIVA DE ANDREI RODRIGUES, JÁ AFASTADO POR MENDONÇA
Partido protocola no STF pedido de prisão contra o diretor-geral da PF já afastado; Fachin ainda não analisou a petição.
O Partido Novo protocolou nesta terça-feira (8/9) no Supremo Tribunal Federal um pedido de prisão preventiva contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal afastado na manhã do mesmo dia pelo ministro André Mendonça. A petição foi dirigida ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Segundo o Metrópoles, a legenda questiona relatórios de inteligência enviados pela PF ao ministro Alexandre de Moraes sobre a atuação de Mendonça no caso do Banco Master e cita ofício assinado por Andrei que mencionaria seis relatórios, dos quais apenas quatro teriam sido encaminhados à Presidência da Corte.
Nos autos, o Novo sustenta hipóteses de atividade policial irregular contra Mendonça — sob comando ou conhecimento de Andrei — ou de omissão de documentos e inserção de informações falsas; a peça também alega que informações sobre supostas reuniões do ministro poderiam ter sido obtidas por monitoramento ou gravação clandestina, sem apresentar provas dessas medidas. O partido argumenta que a permanência de Andrei em liberdade poderia comprometer a apuração, por eventual influência sobre servidores e acesso a sistemas da PF. O presidente Eduardo Ribeiro já havia defendido, em pronunciamento anterior da sigla, a responsabilização de quem “ultrapassa os limites”.
Antes do pedido a Fachin, o Novo já havia requerido a Mendonça o afastamento cautelar e, em seguida, a prisão preventiva de Andrei, com base em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro que citavam “proteção de Andrei e de Paulo”. Em 8/9, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Leandro Almada, mas não decretou prisão. Fachin ainda não analisou a nova petição. Trata-se de pedido cautelar do partido: não há condenação nem prisão decretada.

