Os diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Murad, nesta terça-feira (8/9), após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A medida cautelar foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a CBN, a decisão da cúpula foi formalizada em nota pública no mesmo dia.

No documento, os integrantes da direção da PF manifestaram “total apoio” a Rodrigues e Almada e destacaram a trajetória profissional de ambos na corporação, com atuação descrita como “técnica, isenta e responsável”. O grupo afirmou ainda que narrativas influenciadas por interesses políticos e eleitorais não apagam a história e a reputação dos integrantes da instituição, e disse buscar defender a Polícia Federal de “ataques e tentativas de usurpação de funções”, preservando a capacidade de atuar em defesa do interesse público e do Estado Democrático de Direito.

Mais cedo, em evento na Academia Nacional de Polícia, Murad reforçou que a PF tem atuação técnica e imparcial, sem viés político, e reafirmou confiança em Andrei Rodrigues, que deixou de participar da cerimônia após ser informado do afastamento. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais também se manifestou, considerou grave a decisão e pediu que o caso seja submetido “com urgência” ao plenário do STF. O afastamento permanece cautelar: não há condenação.