NOBOA ANUNCIA NOVO TOQUE DE RECOLHER E APRESENTA NÚMEROS DO COMBATE AO NARCOTRÁFICO NO EQUADOR
Presidente equatoriano destaca queda de 40% nos crimes no último toque de recolher, mais de 8 toneladas apreendidas em setembro e adesão ao Escudo das Américas
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou nesta semana um novo toque de recolher entre 1 e 10 de novembro de 2026 nas províncias da costa, como parte de operações especiais contra o crime organizado. Segundo o mandatário, no toque de recolher anterior, realizado entre 17 e 30 de setembro nas províncias de Guayas, Manabí, Los Ríos e El Oro, houve 40% menos crimes e as semanas com os menores números de homicídios do ano. Noboa afirmou ainda que apenas em setembro as forças de segurança apreenderam mais de oito toneladas de droga, com impacto estimado de cerca de US$ 400 milhões nas economias criminais, além de capturas de lideranças vinculadas aos cartéis de Sinaloa, Jalisco Nueva Generación e à máfia albanesa.
Os números divulgados pelo governo equatoriano indicam volume significativo de apreensões em um país de cerca de 18 milhões de habitantes. Em 2025, as autoridades equatorianas apreenderam mais de 214 toneladas de drogas, e em 2026 o total já se aproxima de 170 toneladas até o momento, de acordo com declarações do ministro do Interior. Uma operação recente, em cooperação com a Europol e a Guarda Civil espanhola, vinculou uma rede desarticulada a cerca de 42,5 toneladas de cocaína e a um valor estimado superior a US$ 1,7 bilhão. O Equador integra o Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos que anunciou, em setembro, sua primeira ação conjunta: sanções coletivas contra 24 grupos criminosos da região, incluindo organizações equatorianas como Los Lobos, Los Choneros e Los Tiguerones, com medidas como congelamento de ativos e restrições de visto.
No Brasil, dados oficiais de 2025 mostram que a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal apreenderam volumes expressivos, com destaque para mais de 70 toneladas de cocaína pela PF e cerca de 44 toneladas pela PRF, além de centenas de toneladas de maconha. A taxa de mortes violentas intencionais no Brasil ficou em 19,1 por 100 mil habitantes em 2025, enquanto o Equador registrou cerca de 51 por 100 mil no mesmo ano, o mais alto da América Latina. O Brasil não integra o Escudo das Américas, enquanto o Equador tem intensificado a cooperação operacional com a DEA e forças dos Estados Unidos, incluindo apoio em operações conjuntas na costa e fronteira. Os resultados apresentados por Noboa são atribuídos pelo governo equatoriano às restrições de mobilidade, operações de inteligência e à articulação regional contra o narcotráfico.

