O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, inaugurou em 14 de outubro a embaixada do país em Jerusalém, tornando-se o décimo Estado a manter representação diplomática na cidade. A cerimônia contou com a presença do chanceler colombiano Omar Bula Escobar e do ministro israelense Gideon Sa’ar. O ato reverte a ruptura de relações determinada em maio de 2024 pelo então presidente Gustavo Petro e restabelece também o acordo de livre comércio entre os dois países.

Em comunicado, o grupo terrorista Hamas condenou a abertura e afirmou que se trata de “violação flagrante dos direitos palestinos e do direito internacional”. O texto classifica a decisão como retrocesso em relação às “posições honoráveis” de Petro e exige que a Colômbia recue imediatamente. Cerca de 19 países árabes e islâmicos também rejeitaram a medida.

Bula destacou Israel como parceiro estratégico em segurança, defesa e combate ao terrorismo e ao narcotráfico. Sa’ar classificou o passo como reconhecimento de que Jerusalém é a capital de Israel e o início de uma nova etapa nas relações bilaterais. A mudança marca o afastamento da linha adotada por Petro e a retomada da cooperação histórica entre Bogotá e Jerusalém.