MADURO SE DECLARA INOCENTE DE NOVAS ACUSAÇÕES DE TORTURA EM TRIBUNAL DOS EUA
Ditador deposto e esposa negam conspiração para torturar opositores e cidadãos americanos
O ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta quinta-feira (15) a uma audiência no Tribunal do Distrito Sul de Nova York e se declararam inocentes da nova acusação de conspiração para cometer tortura. O juiz Alvin Hellerstein interrompeu Maduro quando ele tentou discursar e registrou a declaração de não culpabilidade em seu nome.
Segundo a denúncia substitutiva apresentada na semana passada, Maduro e Flores teriam liderado um sistema de repressão que incluiu tortura de opositores políticos e de cidadãos americanos. Os métodos descritos incluem choques elétricos, asfixia, estupro, isolamento prolongado e ameaças a familiares. O casal já havia se declarado inocente de acusações anteriores de narcotráfico e narcoterrorismo.
Maduro, por meio de intérprete, classificou as alegações como “falsas acusações e falsos testemunhos” e afirmou rejeitar o documento na totalidade. Flores declarou: “Sou completamente inocente. Não sou culpada”. O julgamento foi adiado para 14 de junho de 2027. Os dois permanecem detidos em Nova York desde a captura em janeiro de 2026 durante operação militar americana.

